[Review] Pedal valvulado Tube Monster Behringer

Conheça melhor o pedal valvulado VT999 (Vintage Tube Monster) da Behringer e veja se vale a pena comprar.

 

Review do pedal valvulado Vintage Tube Monster da Behringer - VT999

 

Caros amigos,

Já faz um bom tempo que tenho publicado reviews sobre equipamentos na Central do Rock, especialmente sobre pedais e efeitos.

Como a Central da Guitarra faz parte do grupo Central do Rock, estou relançando os artigos e reviews de maior sucesso com atualizações de conteúdo e preços, além de escrever outros artigos novos, é claro.

Desta vez, analisarei o pedal valvulado VT999 da Behringer, também chamado de Vintage Tube Monster.

 

O preço:

Este pedal, quando foi lançado custava cerca de R$ 500,00, porém, atualmente seu preço baixou muito. Ultimamente, ele é encontrado com valor entre R$ 250,00 a R$ 350,00, ou seja, um valor bem baixo para um pedal valvulado, ainda que não seja integralmente valvulado.

 

Construção do pedal:

À primeira vista, o VT999 impressiona, tanto pelo tamanho (é montado num generoso gabinete), quanto pela quantidade de recursos num preço realmente convidativo.

 

Ganho e troca da válvula por uma Sovtek:

O fabricante diz entusiasticamente que o pedal vai de um overdrive Blues até uma distorção Heavy. Neste ponto, faço um alerta para aqueles que desejam ganhos extremos. Com o ganho no máximo, o Tube Monster irá se virar muito bem para Heavy Metal tradicional, como Black Sabbath ou Iron Maiden, mas ainda falta um pouquinho para ficar ótimo também para Trash e Death Metal.

Cabe salientar, que existem duas formas de solucionar esta questão do ganho.

A primeira e mais usada, é combinar com outro pedal de drive ou com um crunch/drive do próprio amplificador. Já experimentei diversas combinações de boosters de ganho. Testei com Marshall Jackhammer, Tube Screammer, DOD 250, MXR Distortion + e todos ficaram muito interessantes, cada um dando um “colorido” diferente.

Porém, a combinação que produziu um ganho mais pesado e definido foi configurando ganho do Tube Monster no nível 7 e adicionando um crunch moderado no meu amplificador Black Cat Bone feito pela Tubeamps (conheça este amplificador aqui). O resultado me impressionou bastante.

A segunda forma de aumentar o drive é trocando a válvula do pedal por outra com mais ganho. Segundo o manual, ele vem de fábrica com uma válvula chinesa Bugera 12AX7B. Pesquisando na Internet e contando também com a consultoria do meu amigo Manolo da Tubeamps, fiquei sabendo que em geral as 12AX7 com final “B” possuem cerca de 20% mais ganho que a 12AX7 “A”. Portanto, em tese, a válvula original deveria me fornecer muito mais ganho.

Experimentei trocar a válvula por uma Sovtek 12AX7WB, de fabricação Russa. O pedal ficou simplesmente fantástico. Parecia outro pedal, com muito mais ganho, sustain, punch e de quebra o som ficou mais cremoso e definido.

Com esta modificação, por questão de ganho, não é preciso combinar seu drive com mais nenhum outro (pedal ou amp), a não ser para variar o timbre.

Com a troca da válvula (que custa em torno de R$ 50,00), como eu disse o Behringer ganha uma identidade nova e aprimorada, o que na minha opinião o transforma no pedal valvulado de melhor custo-benefício do mercado. Afinal, mesmo acrescentando o valor da válvula Sovtek 12AX7WB, o preço médio do VT999 ainda não ultrapassa os R$ 400,00 (considerando o valor de mercado mais alto), o mais baixo entre valvulados.

 

O circuito e comparação com o pedal Chandler Tube Drive:

Não poderia deixar de falar do mito que se propaga pela Internet, no qual muitos afirmam categoricamente que o VT999 é clone do pedal Chandler Tube Drive. Já montei este último e posso garantir que são bem diferentes. Analisando o circuito do Behringer percebe-se claramente a inspiração, mas o circuito é distinto, principalmente pelos CI Amplificadores Operacionais (opamp) usados. O Tube Driver da Chandler possui um opamp duplo. O Behringer tem 2 opamp quádruplos no circuito de drive e mais 2 no circuito do Noise Gate, também quádruplos. É isso mesmo, o VT999 possui um Noise Gate integrado, o que por si só já é uma grande diferença do Chandler.

Seu Noise Gate é simples e funcional, lembrando a facilidade de operação do MXR Noise Gate, por possui apenas chave liga/desliga e controle de Threshold. Em poucos segundos dá pra chegar a uma configuração que te agrade.

Outra diferença entre os dois é a tensão de trabalho. O Chandler é alimentado por uma fonte de 12V, enquanto o Behringer por uma de 9V. Por fim, cabe destacar que o Vintage Tube Monster também possui um controle a mais que o Tube Driver, qual seja, o controle de médios. Isto não quer que um seja melhor que o outro, mas apenas que são bem diferentes.

 

Pontos positivos:

O ponto mais positivo deste pedal é o custo-benefício.

Pense bem… um pedal valvulado, com 3 controles de equalização (graves, médios e agudos), Noise Gate integrado, robusto, fonte inclusa e true bypass, por cerca de R$ 300,00 (trezentos reais – os valores foram atualizados nesta publicação) em média, é algo de tirar o fôlego, não acha?!

A versatilidade de seu uso também é destaque, devido às diversas possibilidades de configuração do drive e da equalização. O baixíssimo nível de ruído, mesmo com o Noise Gate desligado, também é outro ponto positivo importante.

 

Pontos negativos:

Na versão original, como disse, achei que faltou um pouquinho de ganho, mas tenho certeza que para aqueles que desejam timbres mais leves isto não será um problema.

No geral, pode-se concluir que o
pedal é muito bom na versão original e excelente com a troca da válvula por outra com mais ganho. Lógico que tudo depende do seu
gosto pessoal e da qualidade geral de seu equipamento.

 

Pontuação:

NOTAS (de 1 a 10):

Design/Aparência: 8
Construção/Robustez: 10
Ruído: 10
Controles: 9
Definição/timbre: 8 (original), 10 (modificado)
Sensibilidade: 7 (original), 9 (modificado)
Versatilidade: 9
Custo-benefício: 10

MÉDIA/NOTA FINAL: 8,88 (original) e 9,38 (modificado)

PONTUAÇÃO: Péssimo (1-2), Ruim (3-4), Bom (5-6), Ótimo (7-8), Excelente (9), Excepcional (10)

Obs.:
Vale lembrar que um equipamento cuja MÉDIA/NOTA FINAL fique acima de 6
pode ser considerado um equipamento satisfatório, e acima de 8 poderá
ser classificado como de uso profissional.

Um abraço!

 

Elvis Almeida

Elvis Almeida
www.elvisalmeida.com