[Review] Pedal Brutal Distortion Landscape

Review do pedal de distorção para guitarra Brutal Distortion da Landscape na Central do Rock

* Este artigo foi originalmente publicado na Central do Rock em 08/01/2010.

 

E aí amigos, como foram as festas de fim de ano… tudo na Santa Paz?

No dia 06 de janeiro de 2010, estive em Divinópolis para um consulta médica e aproveitei para passar na Eletro Peças Musical para conferir as novidades.

Na ocasião, tive a oportunidade de testar o pedal Brutal Distortion da Landscape (usado por Gustavo Guerra e Roger Franco, p. ex.) e resolvi fazer um “review” do equipamento destacando os pontos positivos e negativos do equipamento.

De antemão, gostaria de agradecer aos vendedores Daniel e Rodrigo (que são guitarristas também) pela atenção e atendimento VIP que me ofereceram.

Vamos lá…

Primeiramente, quanto ao acabamento/design o pedal não impressiona… isso para mim é irrelevante, afinal os MXR originais eram bem rústicos e foram consagrados mundo afora pela durabilidade e qualidade dos efeitos. Ou seja, o Brutal Distortion não é um pedal bonito, mas com uma construção bem feita, com uma caixa (carcaça) aparentemente muito resistente.

O acionamento do pedal também é feito sem estalos e até mesmo com o dedo mínimo, uma vez que usa chaveamento eletrônico.

O timbre do pedal é muito bem definido e puxado para o grave, lembrando em muitos momentos o ProCo RAT, só que com um pouco mais de ganho. O Ruído é mínimo e não incomoda nem mesmo com o Drive no máximo. Os controles de equalização, Bass, Sculp (médios) e Treble são um ótimo destaque. Normalmente os pedais de distorção e também de overdrive possui apenas um controle (tone), mas com os 3 (três) do Brutal Distortion dá pra variar bastante os timbres passando de um Hard Rock até um Trash Metal.

Um ponto negativo para mim foi a falta de compressão, mesmo com o Drive no máximo, os ligados ficam fracos e com pouco brilho, o que prejudica bastante na hora de solar, pois é necessário palhetar forte e sempre para para o solo ficar com as dinâmicas equilibradas.

Toquei no pedal por quase uma hora e conclui que é um pedal perfeito para base, mas para solo é necessário ser acompanhado de um bom compressor, pois senão vai dar a impressão que ficou faltando “gás”, mas no geral foi bastante satisfatório, ainda mais considerando a faixa de preço do equipamento.

Parabéns para Landscape, fez um pedal bem versátil e com timbre bem definido, se tivesse um pouco mais de compressão, seria melhor ainda.

NOTAS (de 1 a 10):

Design/Aparência: 5
Construção/Robustez: 10
Ruído: 10
Controles: 10
Definição timbre: 9
Compressão: 4
Versatilidade: 9
Custo-benefício: 9

MÉDIA/NOTA FINAL: 8,25

PONTUAÇÃO: Péssimo (1-2), Ruim (3-4), Bom (5-6), Ótimo (7-8), Excelente (9), Excepcional (10)

Obs.: Vale lembrar que um equipamento cuja MÉDIA/NOTA FINAL fique acima de 6 pode ser considerado um equipamento satisfatório, e acima de 8 poderá ser classificado como de uso profissional.
Um abraço!

Elvis Almeida
www.elvisalmeida.com